A Orquestra Experimental de Música Brasileira Contemporânea foi idealizada em 2005 pelo saxofonista e flautista Felipe Moritz e materializada, naquele período, em projetos elaborados e aprovados por meio de leis de incentivo à cultura. Sua concepção nasceu das experiências formativas vividas por seu idealizador em São Paulo, fortemente marcadas pela valorização da música brasileira. Concebida inicialmente com uma formação instrumental de grande porte, a proposta não chegou a ser realizada naquele momento em razão das dificuldades de captação de recursos.
Professor Felipe Moritz – 07/2019 – Foto: Thiago Rocha
O projeto permaneceu latente até 2013, quando encontrou, na Escola Livre de Música de Florianópolis, a oportunidade de ganhar vida pela primeira vez. Incorporada às atividades da instituição como disciplina eletiva, a Orquestra reuniu alunos avançados e professores em torno dos mesmos princípios que haviam orientado sua concepção: a valorização da música brasileira e da obra de compositores vivos. Essa primeira experiência estendeu-se até 2016, período em que Felipe Moritz atuava na instituição como coordenador pedagógico e professor de saxofone e flauta transversal.
Com o encerramento da Escola Livre de Música de Florianópolis, ao final de 2016, Felipe Moritz retomou integralmente, no início de 2017, as atividades do Estúdio Felipe Moritz, que desde 1996 vem contribuindo para a formação de novas gerações de saxofonistas e flautistas em Santa Catarina. A partir de 2019, o Estúdio passou a realizar semestralmente os Recitais de Saxofone e Flauta Transversal, mantendo como um de seus principais princípios didáticos a valorização da música brasileira. Ao longo dessas apresentações, começaram a surgir experiências de conjunto que reuniam quinteto de saxofones, quarteto de flautas e seção rítmica, delineando gradualmente a formação instrumental que viria a caracterizar a Orquestra em sua configuração atual. Esses recitais funcionaram, assim, como um laboratório para a retomada do projeto original, que posteriormente deixaria o âmbito das apresentações didáticas do Estúdio para assumir novamente a proposta da Orquestra Experimental de Música Brasileira Contemporânea.
Com a pandemia e a consequente interrupção das atividades presenciais, esse processo foi temporariamente suspenso. Em 2024, a experiência acumulada ao longo dessa trajetória possibilitou a retomada da Orquestra como um projeto artístico próprio, reassumindo definitivamente o nome Orquestra Experimental de Música Brasileira Contemporânea e recuperando os princípios que haviam orientado sua concepção em 2005. A partir dessa nova etapa, a Orquestra passou a desenvolver uma atuação voltada à música instrumental brasileira contemporânea, com especial atenção à obra de compositores vivos, viabilizando suas atividades por meio de projetos aprovados em mecanismos estaduais e federais de incentivo à cultura.
11/10/2025 – Apresentação da ORQUESTRA EXPERIMENTAL de Música Brasileira Contemporânea no Jardim Botânico de Florianópolis. Foto: Thiago Rocha.
2015 – Apresentação da Orquestra Experimental na sede da então Escola Livre de Música do município de Florianópolis.
26/Outubro/2024 – Apresentação da ORQUESTRA EXPERIMENTAL de Música Brasileira Contemporânea no Jardim Botânico de Florianópolis. Foto: Thiago Rocha
11/Outubro/2025 – Apresentação da ORQUESTRA EXPERIMENTAL de Música Brasileira Contemporânea no Jardim Botânico de Florianópolis. Foto: Thiago Rocha.
Sossegada, de Rafael Thiesen – Arranjo de Hudson Nogueira – Apresentação da ORQUESTRA EXPERIMENTAL de Música Brasileira Contemporânea no dia 11 de outubro de 2025, no Jardim Botânico de Florianópolis.
Outubro/2024 – “Ilha”, de Jorge Coelho – Arranjo de Felipe Moritz – Apresentação da ORQUESTRA EXPERIMENTAL de Música Brasileira Contemporânea no Jardim Botânico de Florianópolis.
Outubro/2024 – “Quebecquinha”, de Laércio Mialaret – Arranjo de Felipe Moritz – Apresentação da ORQUESTRA EXPERIMENTAL de Música Brasileira Contemporânea no Jardim Botânico de Florianópolis.